A festa era na casa de um colega de trabalho do Flávio. E as festas para as quais ele me convida costumam ser muito boas.
Levei uns trinta minutos pra chegar. A festa estava meio chata: tinha pouca gente, a música não era das melhores e fazia muito frio. Serviu, ao menos, pra ver gente nova e bater um papo com meu velho amigo - o que eu não fazia havia algum tempo.
Enquanto colocávamos os assuntos em dia, mais e mais pessoas foram chegando, a música melhorou consideravelmente e o álcool da cerveja já tinha nos esquentado um pouco, ou seja, a festa de repente ficou boa.
Enquanto colocávamos os assuntos em dia, mais e mais pessoas foram chegando, a música melhorou consideravelmente e o álcool da cerveja já tinha nos esquentado um pouco, ou seja, a festa de repente ficou boa.
Levantamos e fomos dar uma olhada no pessoal. O aniversariante veio até nós e o Flávio nos apresentou. Ele parecia ser um cara legal, apesar de um pouco bobo. Deixei os dois trocando figurinhas sobre trabalho e fui ao banheiro. Senti que um par de olhos me vigiava. Ao voltar – propositalmente pelo mesmo caminho – notei que o par de olhos continuava me acompanhando. Curioso como sou, virei o pescoço para identificar o dono dos olhos perseguidores: era um cara alto, magro, moreno, de olhos claros e de cabelo escuro e arrepiado. Fiquei por alguns segundos parado, observando (quase babando), até que uma mão sacudiu meu braço:
- Posso saber com quem é o flerte? – era o Flávio, engraçadinho como sempre.
- Com o bonitão ali, encostado, de camiseta cinza.
- Nooossa!! Bota bonitão nisso, hein!
- Ele ficou me olhando quando eu fui no banheiro. Agora eu tô olhando pra ele pra ver se rola alguma coisa.
- Quer que eu vá falar com ele?
- Não. Deixa eu ficar olhando mais um pouco.
- Bem que me disseram que ia ter alguns caras interessantes nessa festa - Lembrou Flávio.
- É, realmente tem.
- É, realmente tem.