segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Parte 5 (Ana Cláudia)

A semana demorou muito para passar. Tive vontade de ligar para o Fernando todos os dias, mas me segurei e prometi a mim mesmo que só ligaria na sexta-feira.
Na quarta, cheguei na faculdade morrendo de fome. Eu naõ tinha almoçado direito porque fiquei fazendo a revisão de um livro.
Tinha combinado com minha amiga Ana Cláudia de nos encontrarmos na lanchonete da faculdade.
- Oi, Mau – ela chegou, toda sorridente.
- E aí, Ana? Tudo bem?
- Tudo ótimo! Por que você não veio ontem? Aconteceu alguma coisa?
- Aconteceu. Fui me encontrar com um cara.
- Sério!? Como assim? Que cara?
Dei risada.
- Fui numa festa com o Flávio, no domingo. E lá eu conheci um cara bem bonitinho. O nome dele é Fernando. Aí ele me convidou pra sair ontem – meu sorriso já não cabia no rosto.
- E onde vocês foram?
- Num barzinho, perto do metrô.
- E vocês ficaram? – Os olhos dela brilhavam de curiosidade.
- Não.
- Não?! Por quê não? Você não curtiu ele? – ela perguntou, surpresa.
- Curti! E como! – risos – Mas a gente só conversou. Nos conhecemos um pouco mais.
- Ah, tá.
- Mas a gente vai sair no final de semana. Vamos pra alguma balada.
- Ah é? Qual? – ela perguntou.
- Ainda não decidimos. Fiquei de ligar pra ele no fim de semana. Mas tô me segurando pra não ligar antes.
- Ah, eu sei como é isso. Mas aguenta mais um pouco. Depois de amanhã já é sexta-feira.
Rimos de novo.
Gosto muito da Ana Cláudia. O bom humor dela é ótimo. Pena que não nos vemos com tanta frequência.

A sexta-feira, enfim, chegou.
Foi um dia atribulado na editora. Muito serviço. Isso fez com que eu esquecesse um pouco do Fernando. Na última aula da faculdade é que eu me lembrei de ligar pra ele.
Pensei se não seria muito tarde para ligar, mas liguei mesmo assim, logo que saí da aula:
- Oi, gato! – ele atendeu, todo simpático.
- Oi! Tudo bem?
- Tudo bem, e você?
- Tudo ótimo! – respondi, radiante.
- E aí, o que fez de bom na semana?
Ficamos conversando por alguns minutos.
Combinamos de nos encontrar no sábado às onze da noite, na frente de uma balada que eu já conhecia.
Pra variar, fui dormir com um sorriso enorme na boca.